segunda-feira, 9 de julho de 2012

novidade

Você confia? Assim, de botar a mão no fogo? De, quando ele vai para o pocker/futebol/boteco, dormir tranquila? De, quando o celular dá desligado, você pensar "tadinho, acabou a bateria" ou "esta tim é uma bosta mesmo"? De, quando você mais precisa, ser esta a primeira pessoa em que você pensa?

Pois eu nunca havia sentido isso.

E eis que no último sábado, saída de uma despedida de solteira (não misture uísque com espumante, não há razão ou justificativa para tal comportamento), desmaio no sofá crente que ia assistir Anderson Silva para acordar com o Bart Simpsons. E eis que acordo, olho para o relógio, tenho uma leve impressão de que ele já devia ter chegado e num impulso cato o celular. E eis que um pensamento surge naturalmente: não precisa ligar, porque tudo que ele mais quer é voltar para casa; deite, descanse, relaxe; está tudo bem.

Só deu tempo de me arrastar até o quarto e deitar. O descanso deu lugar a um calor que eu acredito ser resultado de fé. O relaxamento, talvez nunca tenha sido tão verdadeiro.

E a fechadura da porta logo começou a fazer barulho. Eu já sabia.

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