quarta-feira, 26 de setembro de 2012

meus vestidos

Há quem diga que a última coisa que uma mulher escolhe sobre seu casamento é o noivo. Não é meu caso. Sem ESTE noivo não haveria sequer SONHO de casamento.

Então ocorre que tudo mais para mim é assim: ou eu não faço a menor ideia; ou eu quero resolver o mais rápido possível. Na maioria das vezes, os dois pontos juntos. Tudo, menos o vestido. Quer dizer, a princípio, há quatro meses (passou rápido!), também sobre este quesito eu não tinha a menor ideia. Até a última sexta, porém, eu já tinha agrupado um milhão de imagens e um bilhão de dúvidas.

* * *

Eu não sou nenhum ícone de estilo, nenhuma it girl.
Apesar do nome, eu nunca fui patricinha.
Mas, via de regra, me importo com o que visto e com a imagem que passo.

Eu super curto moda e beleza, mas não vivo pra isso.

Eu não compro roupa de marca, porque acho os preços absurdos.
Eu compro muita roupa em brechós e fast-fashion, porque sou viciada.
Eu gosto de me vestir de colorido, de acordo com o meu humor - nunca penso se é a cor da moda ou se é inverno ou verão.
Eu tenho mais do que preciso.
Eu cuido bem do que tenho.

Eu compro protetor solar e anti-rugas de marca, porque acho que vale a pena.
Eu compro maquiagens de fundamento (pó, corretivo, base) caras, porque acho que faz diferença.
Eu compro as cores da maquiagem na farmácia, porque tenho pena de gastar com isso.
Há seis anos, eu nunca saio de casa sem maquiagem.
Eu gosto de ser morena, de cabelo cacheado e curto. E isso independe da moda ser esta (como parece ser no momento) ou das loiras de formol.

Eu posso sentir preguiça de me arrumar, mas sempre me arrependo disso no meio do evento.
Eu posso passar horas me arrumando, e achar isso super divertido ou completamente estafante.

Eu acho que o vestido e o beauté que usarei no dia do casamento, respectivamente, a roupa, a maquiagem e o penteado mais importantes que usarei na minha vida. E eu quero me sentir muito linda e segura neste dia.

* * *

Sexta-feira, 21/09/12, visitei o bazar do Ideasposa divulgado logo aí abaixo.
Sexta-feira, 21/09/12, quase um ano antes do grande dia, eu comprei meus vestidos de noiva.
Sim, foram dois. Haverá uma cerimônia religiosa em uma manhã e outra civil com direito a festão no fim de tarde seguinte. Então...

Daria para usar o mesmo vestido nos dois dias? Não, não daria.
Eu sou super a favor de repetir roupa (obviamente e peloamordedeus!!!!), mas não perderia a oportunidade de surpreender o noivo e os convidados duas vezes. Sorte a minha ter duas celebrações, não é? (E aí que nervoso e que tesão só de imaginar estes momentos de entrada!)

Daria para alugar os vestidos? Sim, daria.
Mas é que eu não curto muito esta ideia de alugar roupa, em nenhuma ocasião.
E considero pagar três barões para usar uma roupa apenas uma vez um investimento meio bobo. Prefiro pagar o dobro e ter para mim.
Onde vou usar um vestido de noiva em outra ocasião? Os vestidos foram selecionados, entre outros, por sua versatilidade de reforma. E fica esta como única dica do que vem por aí.

* * *

Eles são lindos. Eu os amei e os amo.

Mas... na sexta-feira a tarde, eu tremi e chorei muito. Aliás, eu comecei a tremer e a chorar ainda saindo da loja. O que foi isso?

Com o passar dos dias (e a conversa com uma amiga muito querida que foi acolher meu desespero) percebi que, enfim, caiu a ficha. Enfim, eu vi o ritual acontecer diante dos meus olhos e isto mexeu com tudo que há em mim. Desejo, ansiedade, medo, amor: fui inundada.

Na minha cabeça, os vestidos seriam escolhidos com calma, após várias provas, um em cada lugar, um a cada tempo. Eles seriam comprados, a um golpe de sorte, por preços baixos. Ao vesti-los, eu choraria como uma princesa, tendo a ideia exata da minha entrada nas cerimônias e da reação de cada um dos presentes. Nada disso aconteceu.
Na realidade, eu os achei lindos e me achei linda dentro deles. Mas eu não entrei em erupção; eu não imaginei minha entrada, e sim dançar cercada de amigos; eu não senti a mesma certeza absoluta que tive quando vi o noivo pela primeira vez. Eu achei cada um - e ainda mais os dois juntos - bem mais caro do que queria pagar. (O porquê da compra intempestiva? Dava outro texto...)

* * *

Saí da loja com uma dica das lindas, elegantes e educadas vendedoras (recomendo o Ideasposa): agora não pode mais olhar vestido!
Ok, concordo. Mas acontece que qualquer site, blog, revista, livro sobre casamento oferece uma enxurrada de vestidos, quer você queira ver ou não. Faz como?

Talvez a melhor dica seja deixar o vestido como a última coisa a se decidir. Mas para mim já foi...

Então domingo, 23/09/12, a noite, após um dia de processo-core dos bons, em paz com meu feminino, reconectada com meu grounding, esperando o noivo voltar do Serra Dourada, resolvi folhear algumas dessas revistas que andam espalhadas por toda a casa. Dentre várias boas dicas e sugestões, não vi nenhum vestido que me fizesse sequer titubear, nenhum look que, para o meu gosto, chegasse ao pé de igualdade com os meus escolhidos.

E agora estou assim: confiante no meu olhar, na minha capacidade de amar a primeira vista.

Próximo item!

* * *

(Não era mais preu olhar vestido, mas, como o tema é must dos blogs e sites, parece impossível fugir.
Então fica a dica do melhor blog de vestidos que encontrei até agora: o the gown gal.)


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