quarta-feira, 3 de outubro de 2012

percalços

Há pedras no meio do caminho.

No afã de economizar, acabei comprando de uma vez duas caixas de uísque de um fornecedor suspeito que há dez anos vende para o meu pai. 50 reais a garrafa de Black é uma oportunidade imperdível, né não?

O cara diz que arruma suas bebidas em uma importante instituição do legislativo federal. Via mutreta, claro. E vende de tudo. Uísque, espumante, vodca. E vende para todos. Minha família, high society, políticos.

Comentando sobre a grande pechincha com uma amiga que já casou, ela responde:
- Você testou?
- Precisa? O cara vende pra minha família há tanto tempo...
- Pois é. O M... (noivo) comprava de um cara desses há anos também. No nosso casamento, o champanhe vinha dele. Já tínhamos quase todas as caixas. E no dia da minha despedida de solteira, por acaso, abri uma original do free shop e uma da caixa do tal fornecedor. A G... (amiga), que nem especialista é, comentou "hum! este aqui está estragado". Eu indico experimentar.

Mezzo-preocupada/Mezzo-confiante, fui procurar um especialista. O mais indicado dentro do nosso grupo de amigos foi o pai de um super chegado do noivo - que nos ensinou a avaliar! E lá foi Caju levar a remessa para teste.

Especialista: "É uma excelente falsificação".

Há quase um mês vinha sofrendo com esta frase. Seriam duas caixas a menos no check list e, pior, 1200r$ a menos na conta sem função.

Ontem o fornecedor ligou oferecendo mais. Aceitei.
Hoje ele foi entregar. Informei a situação e pedi meu dinheiro de volta. Ele devolveu sem nada questionar. Amém. Ele levou suas caixas de volta.

Agora  é só começar a comprar quase do zero novamente. Tudo ótimo!

O barato sai caro às vezes, né?

para lembrar sempre

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