quinta-feira, 29 de novembro de 2012

a filha

Um pouco antes de conhecer o Juliano comecei a sentir a presença de uma menina ao meu lado. Tentei ignorar. Primeiro porque eu sou doidinha mesmo e pra isso ser coisa da minha cabeça não é difícil. Segundo porque eu queria um filho homem.

Daí eu sonhei com ela. Acordei e disse em voz alta: tudo bem, mas então me ajuda a achar seu pai. (Pois é, como disse logo ali em cima, eu sou meio pirada.) Não demorou muito eu vi o Caju entrar numa festa, e na minha vida para fazer dela uma festa todo dia, e na minha história para fazer a maior das festa numa tarde de domingo - que é mais ou menos do que trata este blog.

E a gente junto eu acabo sentindo mais e mais esta menina aqui perto. E sonho. E leio o mapa astral do ano que vem que diz que seria um bom ano para ter filhos. E me sinto pronta. E imagino que seria um grande impulso para tirar meu pai deste estado de depressão em que ele se encontra. E sinto uma pena danada quando vou começar uma nova cartela de anticoncepcional...

Mas vamos por partes. Eu quero casar bem magrinha, e para ficar deusa no vestido de noiva comprado falta perder 3 kg (não ganhar 12 kg). Eu quero uma lua-de-mel animal (até porque já estou quase ficando louca de estar há três meses ininterruptos em Brasília, com a pespectiva de viajar de verdade só em agosto do ano que vem). Eu quero curtir a vidinha de casada (que eu já tenho, mas sinceramente acredito que algo vai mudar pra melhor) só entre nós por pelo menos um ano.

A verdade é que este ano de preparativo de uma festa é também um ano de preparativo de uma família. São muitas conversas, algumas gostosas e profundas, outras tensas e intensas. São duas pessoas se preparando para dizer ao mundo de amores que têm que chegou a hora de ser dois e ser mais. São duas pessoas dizendo uma a outra: sou seu, estou para você e é isso que eu quero para o resto das nossas vidas. É toda uma nova fase de esperada plenitude adulta que se aproxima. E crescer dói. É tudo que mais quero, mas não é uma marolinha.

Espera só mais um pouquinho, filha. Eu já estou quase grande agora.

* * *

Outro dia minha prima Lilian postou no meu FB esta foto. A idéia era valorizar esta atitude black power que faço minha. E não é que a menininha é a nossa cara?!



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